Foi em 1962 que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente, no início constituído apenas por doze elementos (Cordas e Baixo Contínuo), originalmente designada por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Esta formação foi sendo progressivamente alargada, contando hoje a Orquestra Gulbenkian (denominação adoptada desde 1971) com um efectivo de sessenta e seis instrumentistas, que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências dos programas executados.
Esta constituição, permite à Orquestra Gulbenkian a abordagem interpretativa de um amplo repertório que abrange todo o período Clássico, uma parte significativa da literatura orquestral do século XIX e muita da música do século XX. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem assim ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efectivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respectiva arquitectura sonora interior.
Em cada temporada, a Orquestra realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música (maestros e solistas), actuando igualmente em diversas localidades do País, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora.
No plano internacional, por sua vez, a Orquestra tem vindo a ampliar gradualmente a sua actividade, tendo até agora efectuado digressões na Europa, Ásia, África e Américas. Na presente temporada, a Orquestra Gulbenkian regressou a Paris, para um concerto na Salle Pleyel com o pianista Abdel Rahman el Bacha (18 Outubro 2010), estando outros projectos em preparação.
No plano discográfico, o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon , Hyperion, Teldec, Erato , Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua actividade sido distinguida desde muito cedo com diversos prémios internacionais de grande prestígio.
Entre os últimos projectos discográficos, refira-se a primeira gravação mundial do Requiem de Salieri e um registo com obras de Ligeti, Kodály e Bartók, ambos sob a direcção de Lawrence Foster e editados sob a chancela da Pentatone. Mais recentemente, a Orquestra Gulbenkian, gravou um disco dedicado ao público juvenil – Pedro e o Lobo, de Prokofiev, O Carnaval dos Animais, de Saint-Saëns, Guia da Orquestra para Jovens, de Britten –, sob a direcção de Joana Carneiro, a lançar brevemente.
Desde a temporada de 2002/2003, Lawrence Foster é o responsável pela direcção artística do agrupamento, acumulando as funções de Maestro Titular. Claudio Scimone, que ocupou este último cargo entre 1979 e 1986, foi nomeado em 1987 Maestro Honorário, enquanto Simone Young e Joana Carneiro detêm os títulos de Maestrina Convidada Principal e Maestrina Convidada desde as temporadas de 2007/2008 e 2006/2007, respectivamente.