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Riccardo Muti
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Riccardo Muti
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Riccardo Muti
Maestro

Riccardo Muti nasceu em Nápoles, onde obteve o seu diploma de piano, com Vincenzo Vitale, no Conservatório de San Pietro, em Majella. Formou-se também, com distinção, em composição e direcção de orquestra, com Bruno Bettinelli e Antonio Votto, no Conservatório de Milão. Em 1967 foi premiado no Concurso Internacional de Direcção Guido Cantelli, sendo o primeiro maestro italiano a conquistar este prémio.

Foi Director Musical do Maggio Musicale Fiorentino, da Philharmonia Orchestra (depois de Otto Klemperer), da Orquestra de Filadélfia (depois de Eugène Ormandy) e desde 1986 desempenha as mesmas funções no Teatro alla Scala de Milão. Dirigiu as mais importantes orquestras mundiais, mantendo uma relação privilegiada com a Orquestra Filarmónica de Viena, que lhe atribuiu, entre outros prémios, o Anel de Ouro, uma distinção atribuída a muito poucos maestros.

Riccardo Muti é convidado pelos mais importantes festivais internacionais: em Julho de 2001 celebrou o seu trigésimo aniversário de actividade no Festival de Salzburgo, para o qual foi convidado por Herbert von Karajan. O Mozarteum atribuiu-lhe a Medalha de Prata, a mais alta distinção atribuída aos intérpretes das obras de Mozart.

A relação com Teatro alla Scala influenciou profundamente a carreira artística de Riccardo Muti. Estreou-se neste teatro há trinta anos num concerto sinfónico com o pianista Dino Ciani. Em quinze anos de direcção musical, Riccardo Muti trouxe ao palco do Sacala de Milão numerosas obras-primas de Verdi, Mozart e Wagner, destacando-se a trilogia Mozart/Da Ponte, o ciclo completo do Anel do Nibelungo de Wagner e a trilogia romântica de Verdi, proposta uma vez mais para as celebrações do ''Ano Verdi''. Dirigiu não só as obras-primas do repertório lírico - recebendo o Bellini d'Oro pela interpretação das óperas deste compositor - mas também partituras menos conhecidas de Gluck, Cherubini, Spontini e de autores napolitanos do século XVIII, tendo recebido o Prémio Abbiati pela sua direcção da ópera Les dialogues des carmélites de Poulenc.

Riccardo Muiti dirige concertos por todo o mundo com a Orquestra do Teatro alla Scala e com a Filarmónica della Scala. A sua rica discografia recebeu numerosos prémios internacionais e prestigiantes distinções académicas de universidades italianas, inglesas e americanas.

Cavaleiro da Grã-Cruz da República Italiana, Riccardo Muti recebeu a Medalha de Ouro da Cidade do Mónaco, a Verdienstkreutz da República Federal Alemã e a Legião de Honra da República Francesa. O Presidente Klestil condecorou-o com a Medalha de Prata da República Austríaca. Sua Majestade a Raínha Isabel II conferiu-lhe o título de Cavaleiro do Império Britânico. Recentemente, Riccardo Muti foi nomeado Membro Honorário da Wiener Hofmusikkapelle e da Sociedade Strauss, recebeu do Presidente de Israel o prestigiado Wolf Prize for the Arts e do Presidente da Rússia, Vladimir Putin, a Friendship Order. Foi também distinguido pela República da Arménia e armado Cavaleiro da Ordem de Malta.

De grande significado é também a dedicação cívica de Riccardo Muti como Maestro Principal da Orquestra Filarmónica della Scala e com a Associação do Coro Filarmónico della Scala. Com estes dois agrupamentos apresentou-se em importantes concertos organizados pelo Festival Ravenna, simbolicamente dedicados às dificuldades contemporâneas por que passam cidades como Sarajevo (1997), Beirute (1998), Jerusalém (1999), Moscovo (2000), Erevan e Istambul (2001).


01 Setembro 2000


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