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Biografias
Paul Groves
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Paul Groves
Tenor

Depois de vencer, em 1995, o Prémio da Fundação Richard Tucker, o tenor americano Paul Groves iniciou uma carreira internacional, apresentando-se nos principais teatros de ópera e salas de concerto.

Paul Groves venceu as «National Council Auditions» da Metropolitan Opera de Nova Iorque em 1991. Graduado pelo «Metropolitan Opera’s Young Artists Development Program», estreou-se em 1992 na ópera O Navio Fantasma de Wagner. Desde então, participou em várias representações no Met, incluindo: A Viúva Alegre (com Placido Domingo e Frederica von Stade), Così fan tutte (Ferrando), The Rake’s Progress (Tom Rakewell), Sonho de uma Noite de Verão (Lysander) de Britten, e Don Giovanni (com Bryn Terfel e Renée Fleming). Com o maestro James Levine, gravou Rigoletto, Parsifal e Idomeneo (Deutsche Grammophon External Link), O Navio Fantasma (Sony) e Manon Lescaut (Decca).

Os seus compromissos para a presente temporada incluem o regresso à Royal Opera House - Covent Garden, para interpretar Pylade, em Iphigénie en Tauride de Gluck. Na sua cidade natal, Nova Orleães, canta o papel principal em Fausto de Gounod, antes de retomar o papel de Pylade na Metropolitan Opera, onde também interpreta Jianli, em The First Emperor de Tan Dun, que criou em estreia mundial em 2006. Regressa à Grande Ópera de Houston para interpretar Belmonte (O Rapto do Serralho), antes de viajar para Paris para representações de Louise (Julian) de Charpentier, com a Ópera Nacional de Paris. Em concerto, destaque para as obras de Berlioz L’Enfance du Christ, com a Orquestra do Tonhalle de Zurique, e A Danação de Fausto, na Fundação Gulbenkian.

Conhecido do público europeu e norte-americano, Paul Groves estreou-se no Scala de Milão em 1996, como Tamino (A Flauta Mágica), sob a direcção de Riccardo Muti. No mesmo ano, apresentou-se também em Paris no Théâtre du Châtelet (The Rake’s Progress). Em 1997 actuou pela primeira vez na Ópera Estadual da Baviera (Don Giovanni) e no ano seguinte na Ópera Alemã de Berlim (Manon). Estreou-se com a Ópera da Holanda em 2001 (Béatrice et Bénédict) e interpretou o papel de Tamino na sua primeira apresentação na Royal Opera House - Covent Garden. Tem também actuado regularmente na Ópera Estadual de Viena, incluindo os papéis de Tamino, Nemorino e Don Ottavio (Don Giovanni), Flamand (Capriccio), Conde Almaviva (O Barbeiro de Sevilha), e Carlo, numa nova produção de Linda di Chamounix de Donizetti. Desde a sua estreia em 1995, sob a direcção de Daniel Barenboim, actuou diversas vezes no Festival de Salzburgo.

Em 2001, Paul Groves estreou-se no Teatro Colón de Buenos Aires (The Rake’s Progress), onde contracenou com Samuel Ramey. Estreou-se na Ópera de São Francisco como Fenton, e na Lyric Opera de Chicago como Nadir (Os Pescadores de Pérolas de Bizet). Apresentou-se pela primeira vez na Ópera de Los Angeles em A Danação de Fausto. Em 2006 interpretou Nemorino na sua estreia com a Ópera de Washington.

Em concerto, Paul Groves colabora com importantes orquestras e maestros. Em 2003 estreou-se com a Filarmónica de Nova Iorque e Charles Dutoit, no Requiem de Berlioz, e com a Sinfónica de Boston na estreia mundial do Requiem de John Harbison, sob a direcção de Bernard Haitink. Interpretou Le Rossignol de Stravinsky, com a Sinfónica de São Francisco e Michael Tilson Thomas, e A Canção da Terra de Mahler, com a Orquestra de Filadélfia e Christoph Eschenbach. Estreou-se com a Orquestra de Cleveland em A Danação de Fausto, com Christoph von Dohnányi. Recentemente, interpretou no Carnegie Hall L’Enfance du Christ de Berlioz, com a Orquestra de St. Luke e Sir Charles Mackerras. Na sua estreia com a Filarmónica Los Angeles interpretou obras de Mozart e Britten, sob a direcção de Esa-Pekka Salonen.

Na Europa, Paul Groves colaborou com a Filarmónica de Munique (A Criação), sob a direcção de James Levine, a Sinfónica da Rádio da Baviera (Stabat Mater de Rossini e Cantata de São Nicolau de Britten) e Riccardo Muti, e a Filarmónica de Berlim (Te Deum de Berlioz) e Seiji Ozawa. Em 2003 apresentou-se com a Sinfónica da BBC e o maestro Sir Colin Davis, numa interpretação de Perséphone de Stravinsky, nos Proms da BBC. Em 2005 cantou pela primeira vez The Dream of Gerontius de Elgar, sob a direcção de Mark Elder, no Royal Albert Hall. Na sua estreia com a Orquestra de Paris, cantou A Canção da Terra de Mahler, e na primeira apresentação com a Orquestra da Radio France, interpretou Cristo no Monte das Oliveiras de Beethoven, no Festival de Montpellier. Foi solista no Requiem de Berlioz com a Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse, sob a direcção de Michel Plasson. Outros convites incluíram a Filarmónica de Roterdão e Valery Gergiev e a Filarmónica Checa (Missa Solemnis de Beethoven) e Sir Charles Mackerras.

Paul Groves apresenta-se com frequência em recital nos Estados Unidos e na Europa. Em 1996 actuou no Alice Tully Hall de Nova Iorque, acompanhado ao piano por James Levine.

Apresentou-se duas vezes no ciclo do Lincoln Center «Art of the Vocal Recital» com Malcolm Martineau. Deu também recitais no Teatro alla Scala, no Concertgebouw de Amesterdão, no Théatre de la Monnaie de Bruxelas e no Wigmore Hall de Londres.

Além das gravações com o maestro James Levine, as suas actuações no Festival de Salzburgo - A Flauta Mágica e A Danação de Fausto - foram gravadas em DVD pela Deutsche Grammophon External Link e pela Naxos. Para a Teldec gravou I Capuleti e i Montecchi (Tebaldo), com Donald Runnicles, e para a Telarc O Rapto do Serralho (Belmonte), produção filmada em Istambul e dirigida por Sir Charles Mackerras. A sua actuação em Alceste (Admète) de Gluck, no Barbican Centre de Londres, foi gravada em CD e DVD pela Philips. Em 2002, Paul Groves estreou-se no Festival Saito Kinen - Nona Sinfonia de Beethoven -, sob a direcção de Seiji Ozawa, com gravação em DVD para a Philips. Em 2003 gravou um recital de canções de Henri Duparc para a editora Naxos.


11 Abril 2008


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