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Joana Carneiro
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Joana Carneiro
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Joana Carneiro
Maestrina

Aclamada pelas suas atuações vibrantes numa grande variedade de estilos musicais, Joana Carneiro tem chamado a si uma considerável atenção como uma das mais notáveis maestrinas da atualidade. Em Janeiro de 2009 foi nomeada Diretora Musical da Orquestra Sinfónica de Berkeley, sucedendo a Kent Nagano, tornando-se na terceira diretora musical dessa formação ao longo dos seus quarenta anos de história. É também Maestrina Convidada da Orquestra Gulbenkian, com a qual trabalha pelo menos quatro semanas em cada temporada. Mais recentemente foi nomeada Diretora Artística do projeto Estágio Gulbenkian para Orquestra.

Em 2012-2013, Joana Carneiro cumpriu a quarta temporada como Diretora Artística da Orquestra Sinfónica de Berkeley, onde é reconhecida por liderar a orquestra no trabalho com os compositores e as sua novas obras. Esta colaboração irá prolongar-se até 2016-2017. Além da estreia de uma nova obra a temporada de 2012-2013 combinou a apresentação de novas obras de Stucky, Dylan Mattingly, Andreia Pinto-Correia e Paul Dresher, para além de obras-primas como a Sinfonia nº 7 de Beethoven, a Sinfonia nº 4 de Bruckner, as Danças Sinfónicas de Rachmaninov e a Sinfonia nº 2 de R. Schumann. Solistas como Shai Wosner e Lynn Harrell juntaram-se a Joana Carneiro e à Orquestra Sinfónica de Berkeley para a interpretação do Concerto para Piano de Ligeti e do Concerto para Violoncelo de Lutoslawski. Joana Carneiro dirigiu ainda Jessica Rivera e o Coro Feminino de São Francisco, incluindo alguns membros da orquestra, na estreia mundial de uma oratória de Gabriela Lena Frank.

A carreira de Joana Carneiro como maestrina convidada tem-na levado a todo o mundo. Na sequência do sucesso das suas estreias com as Orquestras Sinfónicas de Gotemburgo e Gävle, em 2011-2012, voltou à Suécia na temporada seguinte para dirigir de novo estas duas orquestras, assim como a Sinfónica de Norrköping, a Orquestra da Rádio da Suécia, a Orquestra Sinfónica de Malmö e a Orquestra da Ópera de Norrland. Estreou-se na Alemanha à frente da Orquestra Sinfónica de Aachen e na Holanda com a Residentie Orkest de Haia. Dirigiu ainda a Orquestra Euskadi de Espanha e viajou para a Ásia para se estrear com a Orquestra Filarmónica de Hong-Kong. Regressou também a Indianápolis onde dirigiu Thomas Hampson em concertos dedicados a Mahler e Schumann.

Recentemente, Joana carneiro dirigiu a Royal Liverpool Philharmonic no Royal Albert Hall de Londres e a Royal Philharmonic Orchestra e Renée Fleming no concerto de abertura da temporada da Ópera Real dos Emiratos Árabes Unidos, em Oman. As suas estreias incluíram as Orquestras Sinfónicas de Detroit, do Colorado e da Nova Zelândia, a Orquestra de Câmara Irlandesa e a Orquestra da Academia Nacional de Música Australiana. Dirigiu também uma produção de Romeu e Julieta com a Companhia Nacional de Bailado e três concertos com a St. Paul Chamber Orchestra. Em 2010, Joana Carneiro dirigiu, no Festival de Sydney, as produções de Peter Sellers de Oedipus Rex e da Sinfonia dos Salmos de Stravinsky, distinguidas com o Prémio Helpmann para o Melhor Concerto Sinfónico de 2010 (Austrália). Dirigiu um projeto semelhante no Festival da Nova Zelândia em 2011, o qual resultou num novo convite para 2013.

Muito solicitada como maestrina de ópera, Joana Carneiro estreou-se com a Ópera de Cincinatti em Julho de 2011, dirigindo A Flowering Tree de John Adams, que também estreou no Teatro de Ópera de Chicago, na Citè de la Musique em Paris e na Fundação Calouste Gulbenkian. Na temporada de 2008-09 foi assistente de Esa-Pekka Salonen na Ópera de Paris, na estreia de Adriana Mater de Kaija Saariaho, e dirigiu, em Bolzano, Julie de Philippe Boesmans.

Como finalista do prestigioso Concurso de Direção de Orquestra Maazel-Vilar (2002), realizado no Carnegie Hall, Joana Carneiro foi reconhecida pelo júri como uma grande promessa. Em 2003-04 trabalhou com os maestros Kurt Masur e Christoph von Dohnányi e dirigiu a Orquestra Filarmónica de Londres como um dos três maestros escolhidos pela Allianz Cultural Foundation International Conductors Academy de Londres. Entre 2002 e 2005, trabalhou como Maestrina Assistente da Orquestra Filarmónica de Los Angeles e como Diretora Musical da Young Musicians Foundation Debut Orchestra de Los Angeles. De 2005 a 2008 foi Conducting Fellow da American Symphony Orchestra League da Orquestra Filarmónica de Los Angeles, onde trabalhou com Esa-Pekka Salonen e dirigiu várias atuações no Walt Disney Concert Hall e no Hollywood Bowl.

Nascida em Lisboa, Joana Carneiro iniciou os seus estudos musicais como violetista antes de se formar em direção de orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra de Lisboa, onde estudou com Jean-Marc Burfin. Concluiu o mestrado em direção de orquestra na Northwestern University (Chicago), onde estudou com Victor Yampolsky e Mallory Thompson, prosseguindo os estudos de doutoramento na Universidade de Michigan, estudando com Kenneth Kiesler. Participou nos cursos de aperfeiçoamento de Gustav Meier, Michael Tilson Thomas, Larry Rachleff, Jean Sebastian Bereau, Roberto Benzi e Pascal Rophé. Em 2010 recebeu o Prémio Helen M. Thompson, atribuído pela Liga das Orquestras Americanas a diretores musicais excecionalmente promissores. Em Março de 2004, foi condecorada pelo então Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique.


29 Julho 2013


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