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1906
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Nasce em Tomar, no dia 17 de Dezembro.
[ Em criança. ]
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1917
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Inicia, na sua cidade natal, estudos de piano: «A música foi para mim um puro acaso, um acidente, uma brincadeira aí dos meus onze anos». A sua primeira professora tinha sido aluna do pianista Luís Costa, no Porto. Estudou, depois, com Rita de Lemos Lopes, que o preparou para superar os sucessivos exames no Conservatório Nacional como aluno externo.
[ Enquanto adolescente. ]
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1927
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Variações sobre um tema popular português (piano).
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1928
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Interpreta em público as Variações sobre um tema popular português, primeira obra do seu catálogo, num concerto ocorrido no Salão do Conservatório Nacional. Nesse mesmo ano, inicia a frequência do curso de Ciências Históricas e Filosóficas, na Faculdade de Letras de Lisboa e funda em Tomar o jornal A Acção
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1930
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«Tumultuoso e impulsivo, dum grande orgulho e duma ambição sem limites. Parece-nos o menos lírico e o mais intelectual dos quatro. Anda em procura de formas novas, de exotismos sensacionais.» É assim descrito por Américo Durão, num artigo publicado na Ilustração, onde foram entrevistados os membros do denominado «Grupo dos Quatro», formado por Jorge Croner de Vasconcelos, Armando José Fernandes, Pedro do Prado e Lopes-Graça.
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1931
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Primeiras colaborações na revista Seara Nova. Fica célebre nos círculos oposicionistas pela sua polémica com Rui Coelho, da qual faz parte a série de artigos incluídos no volume A caça aos coelhos: o último tiro, publicado pela Imprensa Moderna.
Concorre aos lugares de professor de Solfejo e de Piano no Conservatório de Lisboa. Obtém a primeira classificação, mas, detido por motivos políticos após as provas do concurso, é julgado e desterrado para Alpiarça. Em consequência, foi-lhe proibido pelo Estado Novo a possibilidade de se tornar funcionário público e, portanto, de ensinar em escolas públicas.
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Primeiras versões das Sonatinas para violino e piano nº 1 e nº 2.
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1932
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Instala-se em Coimbra como professor da Academia de Música. Relaciona-se com o grupo da Presença, iniciando relações de amizade com Adolfo Casais Monteiro, João Gaspar Simões e José Régio.
[ Com os seus alunos em Coimbra. ]
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1934
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Presta provas para a obtenção de duas bolsas de estudo de Composição e de Musicologia no estrangeiro. Ganha a bolsa de Musicologia com a dissertação intitulada A música portuguesa do século XIX. Não lhe foi, porém, atribuída em virtude de uma decisão ministerial baseada na sua oposição ao regime.
A obra que apresentou à prova de Composição, a Sonata para piano nº 1, conforme a crítica de Francine Benoit, «revolta certos aparelhos auditivos» pelas dissonâncias que «atingem por vezes um grau selvático, desnorteado». É, no entanto, elogiada na mesma crítica pela sua coerência construtiva.
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Canções para voz e piano sobre poemas de Fernando Pessoa, Adolfo Casais Monteiro e António Botto.
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1936
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Audição de obras para voz e piano de Lopes-Graça promovida pela revista Presença em Lisboa e em Coimbra. Luís de Freitas Branco afirmou que este recital foi a «primeira manifestação de vulto feita no campo da música pela nova geração». Foi solista Arminda Correia, cantora que colaborou com Lopes-Graça em anos posteriores.
Neste mesmo ano, é detido por razões políticas, acusado de colaborar com a criação em Coimbra de uma Frente Popular.
[ Com a cantora Arminda Correia. ]
[ Preso em Caxias. ]
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Canções sobre poesia de Afonso Duarte, Carlos Queiroz e José Régio.
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1937
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Parte para Paris, onde permanece durante dois anos. Na capital francesa, assiste a primeiras audições de obras de compositores capitais da primeira metade do século XX, nomeadamente de Bartók, de Schoenberg e de Stravinsky.
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1938
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Inicia o trabalho de harmonização de canções tradicionais portuguesas para voz e piano.
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La fièvre du temps (bailado).
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1939
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Regressa a Lisboa. Faz crítica teatral para O Diabo e crítica musical para a Seara Nova.
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Sonata nº 2 (piano) e canções sobre sonetos de Camões.
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1940
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Concerto para piano e orquestra nº 1 e suite orquestral A febre do tempo, baseado no bailado anterior.
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1941
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É distinguido com o primeiro prémio de composição do Círculo de Cultura Musical pelo seu Concerto para piano e orquestra nº 1. A obra é estreada em Lisboa no verão desse ano pelo pianista espanhol Leopoldo Querol e pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, sob a batuta de Pedro de Freitas Branco.
Inicia a sua colaboração com a Academia de Amadores de Música, como director artístico adjunto do seu antigo professor Tomás Borba. Tomou posse como professor de piano na mesma instituição em 1943, tendo ocupado esse cargo até 1954.
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Três danças portuguesas (orquestra).
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1942
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Publica a Introdução à música moderna e cria, juntamente com outras personalidades, a sociedade de concertos Sonata, dedicada à música do século XX. Nesta sociedade colabora de forma particularmente estreita com a pianista Maria da Graça Amado da Cunha, a qual estreia numerosas obras da sua autoria durante as décadas de 40 e de 50.
[ Com a pianista Maria da Graça Amado da Cunha. ]
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Primeiras versões do Concerto para piano e orquestra nº 2 e da História Trágico-Marítima, baseada em poemas de Miguel Torga.
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1943
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É mais uma vez distinguido com o primeiro prémio de composição do Círculo de Cultura Musical. A obra premiada é o ciclo de canções com acompanhamento orquestral intitulado História Trágico-Marítima, baseado em poemas de Miguel Torga.
[ Edição da Vida Mundial Ilustrada noticiando prémio atribuído a Fernando Lopes-Graça (22 Julho 1943). ]
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Sinfonia per orchestra.
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1945
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Colabora com o Movimento de Unidade Democrática, sendo nesta altura militante do Partido Comunista Português. Funda o Coro do Grupo Dramático Lisbonense, que participa na campanha do MUD.
Escreve música para canções «intencionais» a partir de textos de poetas associados ao neo-realismo que são publicadas no volume Marcha, danças e canções, imediatamente apreendido pela Censura. São as primeiras das sucessivas séries de «canções heróicas» que o compositor irá escrever ao longo das décadas seguintes.
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1946
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[ Com José Gomes Ferreira, João José Cochofel e Francine Benoit. ]
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Canções sobre poemas de José Gomes Ferreira, João José Cochofel, Carlos de Oliveira e Armindo Rodrigues.
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1947
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Trovas, para voz e piano, sobre textos tradicionais.
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1948
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Viaja para Praga e Wroclaw para participar no 2º Congresso de Compositores e Musicólogos Progressistas e no 1º Congresso de Intelectuais para a Paz. Inicia a harmonização de séries de canções tradicionais de outros países, a primeira das quais, as Six vieilles chansons françaises.
Promove a transformação da Sonata na Secção Portuguesa da Sociedade Internacional de Música Contemporânea. Devido a dificuldades financeiras, a Secção apenas durou dois anos.
Publica uma série de entrevistas a compositores franceses no volume Visita aos músicos franceses
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1949
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Scherzo heróico para orquestra.
Six old english songs.
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1950
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Funda o Coro da Academia de Amadores de Música, que interpretará durante décadas e de forma exclusiva as suas numerosas obras corais, nomeadamente as harmonizações de canções tradicionais portuguesas.
[ Dirigindo o Coro da Academia de Amadores de Música. ]
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Primeira cantata do Natal (coro).
Onze encomendações das almas (coro).
Vinte e quatro prelúdios e Glosas sobre canções tradicionais portuguesas para piano.
Canções sobre poemas de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa, Luís de Camões e João José Cochofel.
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1951
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Primeira estreia de uma obra orquestral da sua autoria no Porto. Trata-se da Suite Rústica nº 1, que é interpretada pela Orquestra Sinfónica do Conservatório sob a batuta de Frederico de Freitas.
Funda, com o apoio de João José Cochofel, a Gazeta Musical.
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1952
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É, de novo, vencedor do Prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical com a Sonata para piano nº 3. A obra foi estreada no ano a seguir em Paris, pela pianista Hélène Boschi.
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Sonata para piano nº 3
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1953
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Marie Antoinette Lévèque de Freitas Branco interpreta a parte solista da versão revista do Concerto para piano e orquestra nº 2, iniciado em 1942. A obra é apresentada em Portugal e em França sob a batuta de Pedro de Freitas Branco, com bom acolhimento por parte da crítica. A obra foi gravada pelos referidos intérpretes e pela Orchestre National de la Radiodifusion-Télévision Française.
Publica o volume intitulado A canção popular portuguesa, onde edita recolhas de música tradicional.
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Primeira versão das Quatro canções de Federico Garcia Lorca.
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1954
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Promove a publicação do Dicionário de Música, projecto iniciado pelo seu professor Tomás Borba.
São estreadas em Paris as Quatro canções de Federico Garcia Lorca, para barítono e conjunto instrumental. A obra foi posteriormente gravada pela DECCA, num LP que também inclui Para uma criança que vai nascer (a capa foi desenhada pela pintora Vieira da Silva).
Conclui o Concertino para piano, cordas, metais e percussão, estreado por Helena Sá e Costa, a Orquestra Sinfónica Nacional e o regente Silva Pereira em 1962, no âmbito do VI Festival Gulbenkian de Música.
[ Capa de disco de Vieira da Silva. ]
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1957
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Conclui o segundo caderno das Melodias rústicas portuguesas para piano e inicia os Cinco nocturnos. Nestes anos, dedica-se sobretudo à música vocal e à revisão de obras anteriores.
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1958
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Nos meses de Agosto e Setembro visita o Brasil, onde estreita os laços de amizade que mantinha com compositores brasileiros da sua geração. Interpreta música da sua autoria e profere várias conferências sobre a história da música portuguesa.
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1959
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Conclui os Cinco nocturnos e o ciclo vocal As mãos e os frutos sobre poesia de Eugénio de Andrade, obras que o próprio compositor considerou pontos de viragem no seu percurso criativo.
[ Capa do disco As Mãos e os Frutos. ]
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1960
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Edita, juntamente com Michel Giacometti, o primeiro volume da Antologia da Música Regional Portuguesa, dedicado a Trás-os-Montes. Publica, no Brasil, o volume de ensaios intitulado Musicália.
Realiza-se a primeira audição da História Trágico-Marítima, transcorridos 18 anos após a sua composição, durante o IV Festival Gulbenkian de Música.
[ Com Michel Giacometti. ]
[ Em casa de Vieira da Silva. ]
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Canções sobre poesia de Fernando Pessoa, Vitorino Nemésio, Luís de Camões, Alberto de Lacerda e Sá de Miranda.
Primeira das oito suites para piano In memoriam Bela Bartók.
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1961
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Primeira versão do Canto de Amor e de Morte e a Sonata para piano nº 4. Inicia os Quatro bosquejos para orquestra de cordas, Mar de Setembro (sobre poemas de Eugénio de Andrade) e os Três sonetos à noite (Bocage).
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1962
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Concertino para violeta.
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1963
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Cinco canções de «Os dias íntimos» (João José Cochofel).
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1964
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Colabora com Alves Redol e com Maria Keil na edição do Romanceiro geral do povo português.
É publicada a sua tradução das Confissões, de Rousseau, com prefácio de João Gaspar Simões.
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Quarteto de arcos nº 1. Dá início à cantata-melodrama D. Duardos e Flérida, baseada na obra de Gil Vicente, que será concluída em 1969.
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1965
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O Quarteto de arcos nº 1, concluído no ano anterior, é distinguido com o Prémio de Composição Musical Príncipe Rainier III do Mónaco.
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1966
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Sete lembranças para Vieira da Silva, para quinteto de sopro, e Concerto de câmara com o violoncelo obrigado, por encomenda de Mstislav Rostropovich.
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1967
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A 9 de Julho, é inaugurado pela marquesa de Cadaval o palco da Quinta da Piedade em Sintra com um concerto inteiramente preenchido por obras do compositor. São tocadas em primeira audição as Catorze anotações, pelo Quarteto de Cordas do Porto.
Mstislav Rostropovich faz, no Conservatório de Moscovo, a estreia do Concerto de câmara com o violoncelo obrigado, que tinha encomendado ao compositor dois anos antes.
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1970
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É apresentada em São Carlos a sua cantata-melodrama Dom Duardos e Flérida, baseada na obra de Gil Vicente e com textos em português do compositor. Trata-se de uma encomenda do Círculo de Cultura Musical.
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1971
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Versão para orquestra dos Seis cantos sefardins.
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1973
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Inicia a publicação das suas Obras literárias.
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1974
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Assume a presidência da Comissão para a Reforma do Ensino Musical.
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Finaliza a orquestração da Fantasia sobre um canto religioso da Beira Baixa, para piano e orquestra.
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1975
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É candidato pelo Partido Comunista Português à Assembleia da República e condecorado com a Ordem da Amizade dos Povos concedida pelo Soviete Supremo da URSS.
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Conclui as oito suites In Memoriam Béla Bartók.
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1979
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[ Compondo o Requiem. ]
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Conclui o Requiem pelas vítimas do fascismo em Portugal.
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1980
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Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'iago da Espada, investido pelo então Presidente da República, António Ramalho Eanes.
Estreia no VI Festival de Música da Costa do Estoril das Sete predicações de Os Lusíadas, encomenda da Secretaria de Estado da Cultura por ocasião das comemorações do IV centenário da morte de Luís de Camões.
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Sinfonieta em homenagem a Haydn (encomenda da Orquestra Gulbenkian).
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1981
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Estreia no VII Festival de Música da Costa do Estoril do Requiem para as vítimas do fascismo em Portugal, encomenda da Secretaria de Estado da Cultura.
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Sonata para piano nº 6 e Sete apotegmas.
«Perpétua para a campa de Carlos de Oliveira», primeira das Músicas Fúnebres em memória de amigos falecidos.
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1982
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Quarteto de arcos nº 2.
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1984
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Conclui o bailado Dançares.
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1986
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É-lhe atribuída a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, pelo então Presidente da República, Mário Soares.
Doutor Honoris Causa pela Universidade de Aveiro.
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Em louvor à paz (orquestra).
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1987
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Aquela nuvem e outras (Eugénio de Andrade) e canções sobre textos de Pessoa e de dois dos seus heterónimos (Ricardo Reis e António de Campos).
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1988
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É-lhe atribuída a Ordem de Mérito Cultural.
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1989
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Geórgicas (dedicada ao Opus Ensemble).
Canciones de Tierras Altas (António Machado).
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1990
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Tríptico de D. João (José Saramago).
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1992
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Jardim Perdido (Sophia de Mello Breyner Andresen).
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1994
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Morre na Parede, Cascais, a 27 de Novembro.
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